Hoje, eu posso sentir o vento bater no meu rosto, deixando-o gelado e húmido, antes, a sensação da garôa me fazia bem.. me fazia sorrir, hoje eu só sinto. Posso ver as nuvens tomando formas no céu azul, ainda deitada na mesma grama verde, ou na varanda de casa, antes eu tentava por nomes nelas, dizia que todas elas pareciam um coração gigante ou bem pequenininho, hoje não presto atenção, elas só têm formas. Uma barra de chocolate faria o meu estômago vibrar de felicidade, era o meu doce preferido, hoje é só um doce,não sinto mais vontade dele. O sorriso era a minha expressão facial preferida, fazia o meu coração saltar ou apenas me fazia sorrir de volta, hoje.. ah, hoje ainda é, mas há tempos não é verdadeiro, há tempos que não recebo o meu sorriso preferido. A dor era bem mais intensa, parecia que o mundo ia acabar e a minha dor continuaria aqui, antes, fazia questão de relatar a todos que perguntavam o porque do choro desesperado, todos os detalhes da minha dor, dava ênfase em tudo! Hoje, escondo o choro calminho, deixo ele pra hora de dormir, não falo mais da minha dor, quem vai fazer ela passar ? Os amigos eram os melhores do mundo, se um deles pisasse na bola, era só cortar os dedinhos e tomar a minha boneca, hoje, a mesma da boneca já é mulher feita e não tem tempo pra conversar. Antes, vivia com o coração saindo pela boca, corria e ele acelerava, brigava e ele acelerava, me apaixonava e ele acelerava, hoje.. Hoje ele continua querendo sair, quase saiu há minutos atrás.
As vezes a gente se perde, se confunde, mente pra si mesmo, mente para as pessoas, Isso é ser humano, ou desumano?! As vezes a gente se engana, engana, chora, faz chorar... Ri e chora, ri pra não chorar, chora rindo. Nessa confusão, nesse vai e vem eu me perco, me perco em mim e grito 'QUANDO VAI TER FIM?'
Desculpa, eu sei que não faz sentido te escrever agora e já faz tempo desde que esse sentido sumiu. Por minha culpa. Mas é que hoje tem tanta gente aqui e ninguém me vê... Você me viu num momento desses e é do seu olhar que eu sinto falta. Do mundo parando só pra você ser meu. Vem me buscar, me leva pra longe daqui. No caminho de lugar nenhum eu te explico sobre minha fuga e os motivos de eu decidir voltar. Eu desisto de desistir de você. Sei que eu não posso querer você só de vez em quando, nem fazer você esperar eu me apaixonar. Só fica mais um pouco. É da sua companhia que eu preciso pra respirar agora. Não precisa dizer nada. Seu silêncio é meu refúgio e você é minha madrugada fria de outono. Seu sorriso me aquece e nada mais faz sentido sem esses segundos que parecem horas quando estou presa nos seus olhos. Você já não pode ser o que eu quero. Porque você é mais que isso. Você é tudo o que eu queria merecer. Desculpa, eu sei que te incomodo ligando sem parar no seu celular pra dizer nada. Mas sua voz faz a corrida maluca do meu cérebro parar. Cura minhas náuseas da angústia de não saber. E você é tão educado, tão carinhoso. Finge que não atrapalho e pergunta se pode me ligar depois - Pode sim, querido, quantas vezes quiser - Só pra eu dizer "não era nada, dá pra você vir pra cá me ver?" e você, tão sem saber como lidar com dramas femininos, diz que tenta passar depois da academia. Eu não deixo você seguir em frente, não é? Estou sempre no seu caminho fazendo você tropeçar no passado. Esse não era o papel que eu queria, pode ter certeza. Queria fazer valer seus instantes perdidos me observando numa festa cheia e tentando entender meus enigmas. Eu sou uma decepção. Parecia tão interessante, tão cheia de luz. E agora sou essa criança que só quer agarrar você e proibir de brincar com os outros amiguinhos. Só meu, não empresto. Não desiste de mim. Por trás de tanta indecisão tem alguém que precisa de companhia mesmo fingindo que não. Tem alguém que odeia todo mundo num segundo e chora de saudades de todos no segundo seguinte. E de você principalmente. Desculpa. Eu realmente não queria ser assim pra você.
O meu gostar por você chegou a ser amor, pois se eu me comovia vendo você, pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo... Meu Deus, como você me doía! De vez em quando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno, bem no meio duma praça, então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você, e a minha voz vai querer dizer tanta, mas tanta coisa que eu vou ficar calado um tempo enorme, só olhando você, sem dizer nada só olhando e pensando : Meu Deus, mas como você me dói de vez em quando!
Odeio quando você me diz que eu sou cabeça dura, masme derreto toda quando você diz. Odeio quando você me faz querer chorar de raiva, odeio mais ainda, porque eu vejo o quanto eu amo você. Odeio quando você diz que me ama e que meu coração bate mais devagar, odeio como não consigo esconder alguma coisa de você !
Odeio, odeio mesmo, quando você briga por ciúmes, e ainda mais, quando quer ter razão onde você não tem. Odeio o jeito, como eu me arrepio quando você me provoca, odeio quando você se chateia comigo, e odeio mais ainda, o meu jeito estabanado de não saber fazer isso passar. Eu queria mesmo, era te amar menos, te querer menos, te sentir menos, morar menos distante.. Eu queria mesmo, era virar a esquina e te encontrar, assim, por acaso, te beijar rapidamente e seguir o meu caminho, com a certeza de que ás 15:30 eu iria te ver no cinema. Eu queria mesmo, era saber menos de você, não conhecer o seu jeito, as suas manias, os seus desejos.. Pra não sofrer tanto, pra não te fazer sofrer tanto. Mas eu continuo odiando, odiando o seu jeito sexy de morder o lábio inferior, odiando o teu top listrado, ah, e o rosa também ! Odiando a sua voz extremamente doce e suave que não sai da minha cabeça.. nem na hora do café da manhã !
Quando você me ouve dizer : “ Cara, EU NÃO AGUENTO MAIS !”, é só charme, não ligue, na verdade eu agüento sim, agüento mais uns 100 anos, só tem uma coisinha que eu realmente não agüento mais, é te magoar.. isso não tem perdão, se voltasse no tempo, eu com certeza me daria as 80 chibatadas, e não é exagero. Só que, eu continuo odiando.. odiando o jeito de como você mexia no cabelo, quando tava grande, implicando com a franja, dizendo que ela não queria ficar no lugar, odiando o seu sorriso envergonhado, o mesminho que você me dá quando eu digo que você é linda, odiando quando você me chama de “morena” e de “mô”.. ah, isso eu odeio de verdade ! Meus 15 anos voltam numa rapidez inacreditável, por isso. Odeio com todas as forças do universo, não conseguir te dizer “não”, odeio ser tão dependente de você.. ultimamente até pra respirar com facilidade, odeio querer chorar por qualquer bobagem que você tenha feito, ou não tenha feito, odeio também, querer dizer coisas bonitinhas-fofinhas-enjoadinhas pra você, a c-a-d-a s-e-g-u-n-d-o!
Dizem o ódio e o amor vivem juntos, na mesma casa, dividindo as escovas de dentes e tudo mais, e dizem até, que eles são apaixonados, não vivem um sem o outro.
Beijos sem tocar os lábios, abraços sem sentir o calor do corpo, vozes que não chegam aos ouvidos, olhares que nunca se cruzam, desejos constantemente reprimidos, vontades vividas apenas na imaginação, sonhos que se repetem na mente mas que fogem da realização estimada. Não poder te ver dormir, nunca sentir o cheiro do perfume, carência dos carinhos nunca tidos, saudades dos momentos não vividos, brincadeiras intimas a distancia, jogos de sedução diários a procura de um único rosto que não se encontra em lugar algum. Desconfianças que te matam, mentiras que te desiludem, cicatrizes que nunca se fecham. Sabe o que é querer alguém que nunca viu? Sabe o que é amar sem ter certeza de nada? Sabe o que é viver desejando o que não pode ter? Sabe o que é perder todas as esperanças? Sonhos não alimentam, vidas se tornam vazias, corações se quebram em pedaços.
05 fevereiro 2010
Falta tanta coisa na minha janela, como uma praia. Falta tanta coisa na memória como o rosto dela. Falta tanto tempo no relógio quanto uma semana. Sobra tanta falta de paciência que me desespero. Sobram tantas meias-verdades que guardo pra mim mesmo Sobram tantos medos que nem me protejo mais